passeio
lençol, anzol, palavras que brincam
em minha boca, num sopro igual, maneira
estranha de começar algo assim, obviedade que
abriga. semana passada na feira a imagem da mão
de um homem, o rosto deste homem não recordo, mas
tuas mãos posso lembrar, não por elas e sim pelos peixes em
cada uma delas. levei para casa a imagem dos olhos escamados que
pareciam não estarem mortos, vivos também não // perambular os cômodos
da casa, fitar no espelho com os olhos, os mesmos. voltar-se para o então amado,
sua cabeleira toda, num ato, não encontrar o que se enxerga.
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