a noite embora ainda é

alguma hora da madrugada

encontrei teus olhos sobre os

cantos dessa casa, a casa de 

meus pais, embora você nunca

esteve aqui, assim como seu 

rosto não conheceu intempestivas.

Tuas palavras que acumula tanta saliva 

sob a língua é como uma pessoa nessa madrugada pulando algum muro em algum

canto da cidade. a imagem que se constrói chega sempre ao lado do ruído dos morcegos - que habitam algum espaço do terreno abandonado do vizinho - embora também nunca tenha encarado nenhum deles, para além de seus contornos e de minhas suposições.

Talvez a noite seja como a minha relação com os morcegos; um supor. 

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